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CURIOSIDADES - A mais que provável contribuição dos Portugueses na disseminação dos cães com risca

A mais que provável contribuição dos Portugueses na disseminação dos cães com risca

Muito provavelmente foram os Portugueses quem mais contribuiu para a disseminação pelo Mundo de cães portadores de risca no dorso.

Actualmente podemos encontrar cães com risca no dorso em cinco locais na Terra, na ilha de Phu Quoc (Golfo do Sião actualmente pertencente ao Vietnam), no Cambodja, na Tailândia onde lhes chamam “Mha Kon Klab”, em Timor Lorosae onde lhe chamam “Riscas”, e no Sul de Angola, na Baia dos Tigres onde lhe chamam “Cão da Baia dos Tigres”.

Nos três primeiros casos, existem opiniões divergentes no que respeita à proveniência e introdução dos cães com risca nesses locais, alguns dizem que foram mercadores Árabes, outros argumentam que foram os Holandeses, mas existe uma terceira corrente de opinião que defende que foram realmente os Portugueses, com as suas viagens e caravelas quem fez essa disseminação.

Realmente, factos históricos podem defender este conceito, primeiro porque o ultimo porto antes das caravelas cruzarem o Oceano Indico era Moçamedes (actual Namibe), terra de Macubaios, Guenguelas e Kamussakels, todos da grande família tribal dos Khoi Khoi e donos de cães possuidores de risca no dorso, segundo porque muitos anos antes da chegada dos Holandeses, já os Portugueses comercializavam (em grande parte armas de artilharia) com o Reino do Sião e outros Reinos nesse Golfo, inclusivamente estabeleceram a colónia de Malaca e tinham um estatuto especial em Ayuntya, a antiga capital do Reino do Sião, onde construíram inclusive a sua própria cidade Portuguesa.

Consequentemente, e como os Portugueses utilizavam case para matar a rataria existente no cavername das suas naus e caravelas, como também existem narrativas que dizem que a maioria dos Podengos Portugueses morriam durante as viagens devido as mais variadas doenças, ora como Moçamedes era o ultimo porto para aprovisionamento de mantimentos e aguada antes da travessia do Indico, seria igualmente provável que tenham embarcado alguns cães oriundos das tribos locais, sendo que esses cães invariavelmente possuíam uma risca no dorso, eram pequenos mas muito decididos e corajosos sendo extremamente úteis na defesa das provisões contra a rataria.

Outro contributo importante foi dado num relato de um Coronel do Exército Britânico, ele encontrou enormes evidências que os Portugueses usavam a ilha de Phu Quoc para permitir o descanso das tripulações, aprovisionamentos, aguadas e como entreposto durante décadas, ele encontrou uma enorme panóplia de armas de pederneira, e canhões gravados com a cota de armas Portuguesa. Provavelmente usavam aquele local privilegiado para além de darem descanso à tripulação, fazer concertos nas caravelas e dali fazerem incursões a terra, a ambos os Reinos Sião e Cambodja desenvolvendo a sua actividade comercial.

Quanto ao “Riscas” e ao “Cão da Baia dos Tigres” foram de certeza os Portugueses quem introduziu e desenvolveu esses cães, o “Riscas” encontra-se nas montanhas de Timor Lorosae e a maior parte deles encontra-se num estado selvagem embora não agressivo com os humanos, alguns Australianos, para além de Portugueses e Indonésios já tiveram oportunidade de os ver e contactar com eles de perto.

O “Cão da Baia dos Tigres” existe exclusivamente na Baia dos Tigres, uma antiga península que se tornou numa ilha, são completamente selvagens e atacam tudo o que tenha vida e sirva para comer, eles foram a consequência de uma deportação de cães de Moçâmedes ocorrida nos finais do século 19devido a um surto de raiva.

Hoje, esses case existem em diversas matilhas, sendo a sua alimentação principal o peixe, focas e albatrozes, são excepcionais nadadores and senhores de uma tremenda ferocidade e incrível sentido de defesa, conseguiram-se adaptar as mais adversas condições naturais de Angola e talvez do Mundo, como curiosidade, e em virtude de não existir água potável em toda a ilha, eles bebem no mar, não água salgada, outrossim as pequenas partículas de água potável (espuma) aquando da rebentação das ondas.